20/06/2011

CHINA: “A ECONOMIA SOCIALISTA DE MERCADO”

CHINA: “A ECONOMIA SOCIALISTA DE MERCADO”

Após a Revolução Chinesa de 1949, com a vitória dos comunistas, sob a liderança de Mao Tse-tung, implantou-se na China um regime muito parecido com o da então União Soviética, superpotência que apoiou o movimento no início. Como resultado, surgiu a República Popular da China, também conhecida como China Comunista. Politicamente, estruturou-se uma ditadura de partido único, com o poder centralizado em Pequim. As atividades econômicas foram quase totalmente estatizadas e planificadas. Derrotados pelos comunistas, os nacionalistas, sob a liderança de Chiang Kai-shek e sob a proteção norte-americana, refugiaram-se em Formosa, fundando a República da China, também conhecida como Taiwan. Sob a ditadura militar do Kuomintang, organizou-se na ilha uma das economias capitalistas mais dinâmicas da região, pois Taiwan é um dos Tigres Asiáticos.Com a morte de Mao Tse-tung, em 1976, Deng Xiaoping foi indicado para substituí-lo como secretário-geral do PCC, passando a ser o homem forte do regime. A partir de 1978, Deng deu início a um processo de abertura econômica que se aprofundou a partir de 1982, com a criação das primeiras zonas econômicas especiais.“Economia socialista de mercado” é o nome dado pelos líderes chineses a um sistema que tenta compatibilizar uma economia cada vez mais aberta aos investimentos estrangeiros e que, por isso, tem de conviver com a iniciativa privada e mesmo com a propriedade privada, mas que continua, porém, sob o controle do Estado.As zonas econômicas especiais são porções do território chinês localizadas nas províncias litorâneas, onde os capitais privados têm grande liberdade de atuação. Essas zonasoferecem muitas vantagens ao capital estrangeiro, que aflui em grande quantidade com o objetivo de auferir altos lucros. São as regiões mais dinâmicas da economia chinesa e produzem basicamente bens de consumo para exportação.A China é a economia que mais cresce no mundo, devido às grandes vantagens que oferece aos capitais estrangeiros, notadamente nas zonas econômicas especiais. Os custos de produção são muito baixos no país, portanto os lucros são muito altos, devido à enorme disponibilidade de mão-de-obra muito barata, relativamente qualificada e disciplinada; aos incentivos fiscais concedidos pelo regime; às facilidades concedidas aos exportadores; à boa infraestrutura; ao baixo custo da terra, da energia, das matérias- primas, entre outros fatores. Enquanto a China como um todo tem crescido a uma média de quase 10% ao ano desde o início da década de 80, as zonas econômicas especiais têm apresentado taxas maiores de crescimento.Guangdong, por exemplo, apresentou uma taxa média de crescimento anual de 12,5% desde 1980. Esse enorme crescimento aumentou consideravelmente a participação chinesa no comércio mundial, bem como a riqueza nacional, mas também trouxe problemas. Aprofundou-se a desigualdade social e regional, estimulando a migração interna em direção às regiões mais dinâmicas, aumentando o desemprego e colaborando para manter os salários em níveis muito baixos. 

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